Prorrogação da CPMF será votada na próxima terça-feira

Partidos da base aliada e oposição fecham acordo para votar a emenda na semana que vem

08 de agosto de 2007 | 15h57

Partidos da base e de oposição fecharam  acordo nesta quarta-feira, 8, para votar na próxima terça-feira, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF .   Veja também:   Governo pode desonerar impostos para prorrogar CPMF Governo lança ofensiva para manter CPMF   O acordo foi fechado em reunião na presidência da CCJ com a presença do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), líderes partidários e o presidente da Comissão, Leonardo Picciani(PMDB-RJ). O governo garantiu à oposição que a proposta passará pela comissão especial descartando a hipótese de anexar o projeto a um outro, que trata do mesmo assunto, pronto para ser votado pelo plenário.   Em contrapartida, a oposição assumiu o compromisso de não obstruir as votações na CCJ. O presidente da comissão disse que vai permitir que todos os deputados falem durante os debates para que a proposta seja colocada em votação na próxima terça-feira.   "Prevaleceu o bom senso. Os que estão contra poderão marcar posição. Os que estão a favor vão buscar a votação", disse Picciani. Aprovado na CCJ, o projeto será encaminhado à comissão especial onde será respeitado o prazo mínimo de dez sessões para a apresentação de emendas. Depois deste prazo obrigatório, a proposta poderá ser votada na comissão e seguir ao plenário.   Sem obstáculos   Mais cedo, o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, avaliou  que o caso Renan Calheiros (PMDB-AL) não vai atrapalhar a votação, no Senado, da prorrogação da CPMF.    "Acredito que não e ontem (terça) o presidente (Lula) disse com clareza: o presidente Renan tem todo o direito de se defender e temos que respeitar o direito constitucional de ele se defender no foro correto, que é o Conselho de Ética", disse.    Em viagem a Honduras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em referência ao caso Renan que "nenhum caso individual pode atrapalhar as votações de coisas de interesse do nosso País", disse. E advertiu que, se houver atraso no Senado nas votações, chamará os líderes da Casa e dos partidos políticos para "uma conversa" assim que retornar ao Brasil.

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