'Prorrogação da CPMF passará em tempo hábil', diz Mantega

Para o ministro da Fazenda, os senadores têm a consciência da necessidade do tributo para manter 'equilíbrio'

FAUSTO MACEDO, Agencia Estado

05 Outubro 2007 | 13h00

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira, 5, acreditar que a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) "terá uma tramitação expressa e será aprovada em tempo hábil para entrar em vigor em 1 de janeiro de 2008".   Veja também: Especial sobre a CPMF  'As pessoas estão pagando mais porque ganham mais', diz Lula "Não acredito que vá haver boicote ou má vontade", disse o ministro. Segundo ele, "os senadores têm a consciência da necessidade da CPMF para manter o equilíbrio fiscal, manter os investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e viabilizar os programas sociais". "Se a CPMF não for aprovada, haveria uma ameaça a solidez fiscal que o Brasil tem. São R$ 36 bilhões em 2007 e R$ 39 bilhões em 2008. Estes recursos são fundamentais para que a gente mantenha este equilíbrio fiscal, para que apresentemos o superávit primário e o equilíbrio nas contas públicas", disse Mantega, que participou da cerimônia em Florianópolis, na qual o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc)e sua financeira foram incorporados pelo Banco do Brasil.     'Imposto justo'   Também nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a CPMF e disse que o tributo é "justo". Segundo Lula, se as "pessoas estão pagando mais é porque estão ganhando mais".   "A CPMF é um imposto justo. Quando vocês conversarem com alguém que faça críticas a carga tributária, perguntem a eles, que imposto aumentou? Eu poderia perguntar aqui para vocês, que imposto aumentou para o jornalista brasileiro, ou para quem vive de salários. Nenhum. Na verdade, é que as pessoas estão pagando mais, porque estão ganhando mais".

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