Proprietários querem reintegração de posse em Taubaté

Os advogados da Cooperativa Agrícola de Cotia,proprietária da terra invadida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Taubaté, no Vale do Paraíba, entraram nesta segunda-feiracom pedido na Justiça de reintegração de posse.A área arrendada, onde funcionam afazenda Abrahão e o sítio Esperança, foi ocupada na manhã do último sábado por 180 famíliasligadas ao Movimento dos Sem-Terra.Segundo o arrendatário Adalberto Abrahão, ele foi impedido de entrar na fazenda paracaptar água para seu rebanho. ?Não sei o que fazer. O gado está sem água, e aprodução de leite prejudicada.? O criador tem 180 cabeças de gado que produzemcerca de 500 litros de leite por dia.Um dos líderes do MST, Valdemir Nascimento,negou as acusações do arrendatário. ?Nós não o impedimos de pegar água. Apenaspedimos para que venham seus funcionários e não ele, para não amedrontar asfamílias?.Os líderes do movimento disseram que a terra é improdutiva, mas, segundo osarrendatários do local, além da criação de gado, há também plantação de milho, feijão emandioca. ?Eu estou aqui há mais de sete anos. Isso nunca foi improdutivo?, disse Abrahão. Sobre o pedido de reintegração de posse, Nascimento informou que as famílias vãoresistir e estão dispostas a ocupar outras áreas se for preciso, na própria região do Valedo Paraíba. ?A gente não descarta novas ocupações.?Na tarde desta segunda-feira, uma equipe do Instituto de Terras do Estado de São Paulo estevena área para conversar com os ocupantes. ?Aproveitamos para denunciar outras áreas improdutivas aqui da região?, disse um dos líderes.As famílias passaram o dia no acampamento em um clima de tranqüilidade. O café da manhã foi levado pelo Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba.

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