Propriedades de Figueiredo vão a leilão

O Sítio do Dragão, propriedade de 35 mil metros quadrados em Petrópolis, na região serrana, que pertenceu ao ex-presidente João Figueiredo, vai a leilão na próxima semana, junto com móveis, obras de arte e objetos pessoais, num total de 240 lotes. Entre eles, estão três presentes recebidos de governantes (pedras preciosas dadas por Miguel de la Madrid, do México; uma águia presenteada por Ronald Reagan, dos Estados Unidos, e uma arca de madeira e marfim de Ferdinando Marcos, das Filipinas). O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ainda não manifestou interesse pelas peças. Em março, foram a leilão 102 lotes da coleção de Figueiredo. O Iphan tentou comprar 31 deles - inclusive uma escultura eqüestre presenteada por Reagan - pelo lance mínimo. O leiloeiro Roberto Haddad valeu-se de uma liminar da juíza da 5ª Vara da Justiça Federal, Paula Nogueira, para obter o preço máximo. O Iphan pediu a cassação da liminar, mas ainda não houve julgamento. "Na época, os objetos foram supervalorizados, devido ao nosso interesse", disse a diretora de Identificação e Documentação do órgão, Célia Corsino. "A lei permite a venda, mas nos garante a preferência para pagar o preço mínimo." Célia alega que o Iphan só têm interesse em objetos de valor histórico, e não definiu ainda que atitude tomará quanto ao próximo leilão. Dos 240 lotes, o mais valioso é o Sítio do Dragão, que, segundo Haddad, foi avaliado por corretores em R$ 5 milhões. Entretanto, ele acredita que o lance mínimo será inferior a essa quantia, embora ainda não tenha sido definido pela família. Haddad nega também que os herdeiros do ex-presidente, sua viúva, dona Dulce, e seus dois filhos, Johnny e Paulo Renato, passem por dificuldades financeiras. "O sítio era do presidente e, desde a sua morte, em 1999, eles só vão lá uma vez por mês para pagar as contas", explicou. Figueiredo comprou o Sítio do Dragão em 1970, quando o distrito de Nogueira, onde se situa, era praticamente despovoado.

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