Propostas perdem para realizações dos candidatos

Presidenciáveis gastam mais tempo promovendo o que fizeram do que com o que pretendem fazer em um futuro governo

O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2014 | 03h02

Muito do que já fizeram. Pouco do que pretendem fazer. Tanto a presidente Dilma Rousseff (PT) quanto Aécio Neves (PSDB) passaram até agora a maior parte do tempo do horário eleitoral na TV, no 2.º turno, falando das suas realizações e não de suas propostas. Na primeira semana de propaganda do PT, Dilma dedicou 58% do tempo para mostrar o que ela e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já fizeram pelo País. As propostas ocuparam apenas 9% de todo o conteúdo.

Dos 15 programas que foram ao ar desde o dia 9 até a última quinta-feira, a petista apresentou propostas em oito deles. As principais são a criação do Mais Especialidades - que prevê proporcionar o atendimento de médicos especialistas na rede pública -, a implantação de um sistema de integrado de segurança e a construção de metrôs e corredores exclusivos de ônibus nas maiores cidades do País.

Aécio gastou 55% do seu tempo na TV com autopromoção e 12% com propostas. Para mostrar que tem experiência administrativa, o candidato do PSDB usou como vitrine os dois mandatos em que esteve à frente do governo de Minas Gerais - ele ocupou o cargo de 2003 a 2010.

Já no campo das ideias, o tucano se comprometeu com duas parcelas do eleitorado com o qual o PSDB não costuma ter identificação: a classe trabalhadora e os nordestinos. Para os primeiros, prometeu manter a política de reajuste do salário mínimo e revisar o fator previdenciário. Para o segundo grupo, apresentou o programa Nordeste Forte, um pacote de propostas voltado para o desenvolvimento econômico da região.

Outro tema explorado por Aécio para conquistar o eleitor foi a aliança com Marina Silva (PSB). Ela oficializou o apoio ao candidato do PSDB no domingo passado pela manhã e as imagens do ato já foram utilizadas na propaganda que foi ao ar na noite daquele mesmo dia. O apoio da família de Eduardo Campos, morto em agosto, também foi bastante explorado por Aécio. / I.P. e R.C.

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