Propostas

Marta Suplicy (PT)A preservação e recuperação do meio ambiente será uma ação do conjunto do governo. Vamos priorizar o transporte público. Os veículos são a maior fonte de poluição do ar. Nosso plano prevê, até 2014, a construção de 63 quilômetros de linhas de metrô, em parceria com as demais esferas de governo. Vamos melhorar a velocidade, modernizar e criar mais 290 km de corredores de ônibus. Daremos continuidade à Inspeção Veicular Obrigatória, com prioridade para veículos a diesel e estimularemos a ampliação da frota de coletivos a gás e híbridos. A ampliação das áreas verdes é outra ação, que traz conforto térmico e diminui as ilhas de calor. Implantaremos novos parques e praças, carentes de verde. Mais de 50% dos domicílios têm esgotamento sanitário inadequado. Vamos investir no saneamento de bairros e córregos e propor maior participação do município na regulação dos serviços. Daremos continuidade ao programa de despoluição dos lagos urbanos e à reciclagem de material da construção. Implantaremos outras frentes de reciclagem, com cooperativas de catadores e novas tecnologias. A coleta seletiva será estendida, com campanhas educativas para que a população adote práticas de reciclagem. Vamos construir ciclovias e integrar a bicicleta aos modos coletivos de transporte. Geraldo Alckmin (PSDB)Para que São Paulo tenha boa qualidade de vida, devemos nos concentrar no controle da fumaça dos veículos, a grande causa de poluição na cidade. No governo do Estado, reduzimos o ICMS do álcool de 25% para 12%, o que fez com que os carros flex usassem combustível mais limpo. A poluição de carros é responsável também por doenças respiratórias, quarta causa de mortes entre paulistanos. Lutaremos junto à Petrobrás pela redução do nível de enxofre no diesel, para que seja mais limpo. Tomaremos medidas, em parceria com o governo estadual, como a despoluição de rios e córregos, das Represas Billings e Guarapiranga. O beneficiamento da calha do Tietê tirou montanhas de lixo e pneus de suas margens, hoje tomadas por grama e árvores. Uma obra que acabou com o problema de enchentes. É preciso, agora, continuar o esforço para despoluir suas águas. Temos de acabar com a poluição do ar, diminuir o nível de ruído, arborizar a cidade com mais praças e parques, tornar o solo urbano mais permeável, incentivar e aumentar a coleta seletiva de lixo, e criar usinas de reciclagem. Mas diminuir a poluição dos veículos será a grande batalha, com incentivo ao uso de álcool, diesel mais limpo, inspeção veicular, construção de ciclovias e parceria para expandir o metrô. Gilberto Kassab (DEM)A atual gestão adotou programas estruturais que colocaram São Paulo no rumo certo. Os programas Córrego Limpo e Defesa das Águas estão recuperando 42 córregos, beneficiando 2,3 milhões de pessoas. Foi criada a Guarda Civil Ambiental para evitar ocupações. Após décadas de omissões, a prefeitura faz um programa de urbanização de favelas e recuperação de mananciais na zona sul, levando infra-estrutura e protegendo as águas. Com o Cem Parques, estamos entregando 29 e definiram-se 34 áreas para novos parques. Estamos plantando 170 mil árvores por ano, cinco vezes mais que as gestões anteriores. Os aterros de lixo estão entre os cinco do mundo elogiados pela ONU. Geram energia e créditos de carbono, captando recursos para melhorar os entornos. O Cidade Limpa combateu a poluição visual. O Psiu, a poluição sonora. Iniciamos o programa de inspeção veicular, um salto no combate à poluição do ar. Iniciamos em 2005 uma campanha pelo diesel mais limpo. Investiu-se R$ 1 bilhão no metrô. Estamos implantando 20 km de ciclovias até o fim do ano e 20 bicicletários em estações do metrô e da CPTM. Criamos a primeira lei do País de uso obrigatório de energia solar. São projetos de longa duração que devem continuar para que o desenvolvimento de São Paulo ocorra em base mais sustentáveis. Paulo Maluf (PP)Quando prefeito, foi criada a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, com Werner Zulauf. Foi plantado 1 milhão de árvores e criaram-se mecanismos regulatórios de respeito ao meio ambiente. Onde havia um lixão na Jacu-Pêssego, foram plantadas árvores. Criou-se facilidade de acesso ao Parque do Carmo, na zona leste. A Secretaria da Cultura organizou mais de 900 eventos nos parques, para estimular os paulistanos a freqüentá-los. Na nova gestão, pretende ampliar o número de parques e incentivar as atividades da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que está praticamente paralisada. Quando foi prefeito pela primeira vez, 50% da poluição era provocada por veículos e 50% pelas indústrias. Hoje, 90% da poluição vem do escapamento dos carros. Maluf iniciou o planejamento para que, com inspeção veicular obrigatória, os carros sem condições sejam tirados de circulação. Mas a melhora do trânsito e a queda da poluição se darão com a construção da Freeway sobre os Rios Pinheiros e Tietê. O congestionamento diário nas Marginais é o responsável pela poluição grave. Quando prefeito, 26 córregos foram canalizados, com verba da prefeitura e empréstimo de U$ 300 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). É uma questão de gestão dos recursos. Soninha Francine (PPS)Impossível separar política ambiental de educação, saúde, moradia, trânsito e transporte... Além de reforçar os quadros e aumentar os recursos da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, toda a administração deve estar comprometida com as questões ligadas ao clima, qualidade do ar e da água, uso e conservação do solo, áreas verdes, animais, controle de ruídos e gestão de resíduos. A prefeitura tem de adotar procedimentos ambientalmente corretos dentro da administração - desburocratizar e informatizar processos, economizar energia e usar fontes alternativas - e estipular novas regras para o setor privado (construção civil, por exemplo). Por meio de política fiscal, desestimular ou punir comportamentos indesejáveis e incentivar ou premiar a sustentabilidade. Ao adquirir produtos ou contratar serviços, privilegiar ou exigir o atendimento a critérios de baixo impacto ambiental. Conselhos Regionais de Meio Ambiente são importantes. A articulação com a universidade e a sociedade em geral é fundamental. E, além de educação ambiental na escola, é preciso que toda São Paulo seja uma cidade educadora, em que se combata o consumismo, o desperdício e a irresponsabilidade e se cultive o respeito, a noção de interdependência e a cultura de paz, conforme a Carta da Terra e da Agenda 21. Ivan Valente (PSOL)A política de meio ambiente para a cidade de São Paulo deve ser o resultado de uma articulação entre ações de preservação e recuperação ambiental, com o plantio de mais árvores na cidade, mudanças na legislação do setor e promoção de uma cultura ambientalmente sustentável, que amplie e incentive mecanismos de coleta seletiva e reciclagem, e reduza a produção de resíduos sólidos. São Paulo precisa de uma mudança estrutural, que inverta a lógica consumista e individualista e acabe com a postura utilitarista das empresas. Vamos combater com firmeza a ocupação predatória do solo e a decorrente destruição das áreas verdes e de mananciais. Áreas como as dos complexos Billings e Guarapiranga precisam ser recuperadas com urgência. Da mesma forma, vamos rever os critérios de contratação de serviços de saneamento, visando à universalização do saneamento ambiental e incentivando sistemas alternativos em áreas isoladas e de mananciais. Do ponto de vista legal, os fabricantes devem ser responsáveis pela reciclagem de seus produtos e pelo recolhimento sistemático dos materiais que são nocivos ao meio ambiente. Por fim, vamos promover uma nova matriz de transportes para a cidade de São Paulo. É dos carros que vem a maior parte da poluição atmosférica. O investimento no transporte coletivo permitirá a reapropriação do espaço urbano e a ampliação de parques e áreas verdes.

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