Proposta teve apoio do governo

O governo federal ajudou a aprovar a proposta que estabelece novas regras de fidelidade partidária e anistia os parlamentares que mudaram de partido depois das eleições de 2006 para facilitar a prorrogação da CPMF no Congresso. O acordo foi fechado na última quinta-feira, na reunião do Conselho Político do governo, onde foram mapeadas todas as resistências à votação da CPMF. Um dos problemas detectados foi justamente a questão da fidelidade partidária. Partidos da base, como PR, PP e PTB, prometeram apoiar a prorrogação da CPMF desde que o governo ajudasse a aprovar a anistia. Esses partidos foram os maiores beneficiados pelas migrações de deputados para a base governista, depois das eleições do ano passado. Mas uma interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que os mandatos são do partido e não dos políticos tornou real a possibilidade de eles perderem suas vagas no Congresso.Ao todo, 38 deputados estão sujeitos à sanção por conta da interpretação do TSE, que ainda precisa ser chancelada pelo Supremo Tribunal Federal. A maioria pertence à base governista.

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