Proposta do TRT acaba com greve na Febem

Quinze horas depois de entrar em greve na madrugada desta quinta-feira, os funcionários da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) decidiram voltar ao trabalho. O retorno deve-se a uma proposta do juiz Nelson Nazar, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que presidiu a audiência de conciliação. Amanhã, às 10 horas, representantes da Febem e do sindicato reúnem-se com a assessoria econômica do TRT. "O pleito vai ser analisado por inteiro, para depois ser feita a proposta final", explicou o juiz. Caso não cheguem a um acordo até segunda-feira, a greve será julgada pelo tribunal. "Sugiro que vocês desarmem o espírito para podermos chegar a um acordo amigável", disse Nazar. Cerca de 200 funcionários grevistas concentraram-se hoje à tarde na frente da sede do TRT, na região central, causando pequena lentidão no trânsito. Eles reivindicam alterações no plano de cargos e salários, reajuste de 35,19%, pagamento de horas extras, aumento do valor do tíquete-refeição e concessão do auxílio-transporte para todos os funcionários. A Febem comprometeu-se a apresentar o plano de recomposição salarial e não descontar o dia de trabalho de quem aderiu à greve. A preocupação era a de que a greve se estendesse até amanhã, dia da visita dos internos. "Havia a iminência de uma rebelião porque eles não suportariam ficar sem as visitas", disse um monitor de Franco da Rocha, que pediu anonimato. Segundo o monitor, apenas 30% dos funcionários da unidade trabalharam hoje. A Febem diz que apenas 3% de todos funcionários da capital e Grande São Paulo aderiram à paralisação. Nas unidades do interior, segundo informações da fundação, não houve adesões. Hoje, em Franco da Rocha, havia dois monitores em cada uma das oito alas onde estão infratores considerados de alta periculosidade. Entre eles, Batoré, que teria assassinado 15 pessoas, e L.S.N., de 17 anos, acusado pela morte do prefeito de Santo André Celso Daniel.

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