Proposta do Itamaraty à ONU é 'lamentável', diz Marina

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, condenou hoje a iniciativa do Itamaraty de pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) que evite censurar publicamente os países conhecidos por violar os direitos humanos. Para Marina, ao propor o fim da censura pública, o governo brasileiro "oferece uma espécie de esconderijo àqueles que desrespeitam a democracia, o que evita o constrangimento ético desses governantes pela opinião pública internacional". A candidata classificou a proposta de "lamentável".

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

04 de agosto de 2010 | 20h09

Marina vem nas últimas semanas criticando a política externa brasileira, principalmente a aproximação do governo Lula com o Irã. Segundo a candidata, a posição de Lula provocou um estranhamento dentro e fora do Brasil por sua história de vida e pelo País representar um modelo de democracia e respeito aos direitos humanos.

"A política externa pragmática, que relativiza princípios, torna o Brasil complacente com os regimes autocráticos. Isso não é coerente com a tradição de nossa diplomacia de alinhamento com a defesa da dignidade humana", disse hoje em São Paulo.

O coordenador da campanha de Marina, João Paulo Capobianco, também criticou a proposta brasileira encaminhada à ONU. "A ONU não pode em nenhum momento fraquejar nesta questão (de direitos humanos)", reforçou.

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