Proposta divide movimento negro

O Estatuto da Igualdade Racial não é uma unanimidade no movimento negro. Enquanto alguns grupos defendem a iniciativa como forma de melhorar as condições de vida da população de negros e pardos, outros afirmam que vai estimular o racismo."Durante mais de 30 anos, na Faculdade de Medicina da USP, 99% dos alunos foram sempre eurodescendentes. Ninguém nunca falou em racismo, ninguém escreveu um editorial nos grandes jornais para protestar contra isso", afirma frei David dos Santos, diretor da Educafro, rede de cursinhos vestibulares que atende sobretudo negros e pardos.O Movimento Negro Socialista se opõe ao estatuto. "Ele promove a divisão da sociedade em raças, um conceito errôneo e ultrapassado", diz Vera Lúcia Pereira, coordenadora do movimento em Santa Catarina. "O estatuto vai criar uma falsa ideia de igualdade no País."

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