Proposta de tarifa a R$ 1 faz diferença entre Rollemberg e Frejat cair de 20 para 14 pontos porcentuais

Jofran Frejat, que era vice de José Roberto Arruda (PR), cassado pela Lei Ficha Limpa, registrou promessa em cartório

RAFAEL MORAES MOURA, Estadão Conteúdo

21 de outubro de 2014 | 20h51

A proposta de uma tarifa de ônibus a R$ 1 a partir de 1º de janeiro de 2015, batizada de Tarifa Frejat, é apontada como o principal motivo para a redução da distância entre os candidatos a governador do Distrito Federal, que passou de 20 para 14 pontos. Rodrigo Rollemberg (PSB) passou de 60% para 57% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira, 21. Jofran Frejat (PR), autor da ideia, foi de 40% para 43%.

A Tarifa Frejat tem até jingle: "Eu ando de ônibus e vai melhorar, agora vou ter a tarifa Frejat". O candidato, que era vice de José Roberto Arruda (PR), cuja candidatura foi cassada pela Lei Ficha Limpa, chegou a registrar a promessa em cartório. Seus assessores afirmam que a proposta é um fenômeno nas ruas do Distrito Federal e que o candidato tem sido constantemente abordado por eleitores que tiram dos bolsos moedas de R$ 1, para evocar a promessa.

Apesar da redução da distância entre os adversários, a pesquisa Ibope frustrou a campanha de Frejat, que apostava numa diferença de apenas sete pontos para Rollemberg.

Contra-ataque. Para fazer frente à proposta, Rollemberg a classifica de eleitoreira e propõe a implementação de um bilhete único. "É uma proposta demagógica, eleitoreira. Nós estudamos o Distrito Federal há mais de um ano e meio e apresentamos uma proposta consistente, que é a do Bilhete Único, como já existe no São Paulo e no Rio de Janeiro", disse ele nesta terça, ao participar de caminhada em Taguatinga ao lado do deputado federal Romário (PSB-RJ), eleito senador.

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