Proposta de reforma tributária é para valer, diz Múcio

No entanto, ministro tem consciência de que será discussão ampla e que reforma aconterá ao longo de anos

Renata Veríssimo e Adriana Fernandes, de O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2008 | 13h27

O ministro das Relações Institucionais, José Múcio, afirmou nesta terça-feira, 26, que a reforma tributária é "para valer" e será encaminhada ao Congresso Nacional na quinta-feira à tarde. Segundo ele, "é uma demonstração absoluta que a proposta é para valer o fato de o governo estar fazendo uma discussão ampla".   Veja Também:    Após reunião, oposição se diz 'cética' com proposta de reforma   Ele lembrou que o governo já apresentou a proposta ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), às centrais sindicais e, hoje, à oposição, e que na quarta a apresentará a setores econômicos da sociedade. Além disso, segundo ele, o governo está conversando com os governadores e técnicos do Ministério da Fazenda estão discutindo com segmentos da sociedade.   Múcio afirmou que embora o governo tenha disposição para votar a reforma tributária, ele tem consciência de que será uma discussão ampla e que a reforma tributária terá aplicação ao longo dos próximos oito anos. Ele também disse que o governo tem consciência de que não faz uma reforma tributária sozinho e que o texto terá que passar por um amplo consenso.   O ministro, no entanto, não disse que atenderá o pedido do PSDB para retirar as medidas provisórias que estão tramitando no Congresso e suspender a edição de novas MPs. Ele disse que vai conversar com os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do Planejamento, Paulo Bernardo, sobre as MPs, mas declarou que há uma disposição em modificar o rito de tramitação das medidas provisórias. "O governo está disposto a dar uma disciplina diferente para a tramitação das MPs", afirmou, ao lembrar que os presidentes da Câmara e do Senado também já estão discutindo o assunto.

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