Proposta de reforma sindical recebe críticas de deputados

A Comissão Especial da Reforma Sindical e Trabalhista deixou claro hoje, nos debates na Câmara, encerrados no início da tarde, que não vai ser fácil aprovar a reforma sindical, cuja proposta foi concluída pelo Fórum Nacional do Trabalho. O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, que participou do debate de hoje, apresentou a proposta elaborada pelo Fórum. Os parlamentares reagiram com críticas. Entre eles, Tarcísio Zimmermann (PT-RS), que classificou como complexo o mecanismo proposto para medir a representatividade dos sindicatos. Mesmo com as resistências, o ministro disse que compreendia a reação. "Toda mudança enfrenta resistências", argumentou Berzoini, que defendeu a proposta como resultado de uma ampla negociação mediada pelo governo. Para o ministro esse é o grande mérito da proposta que será encaminhada ao Congresso Nacional. Ricardo Berzoini aproveitou o debate para divulgar os números do emprego formal em fevereiro que, segundo ele, superaram as expectativas do governo. De acordo com o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego, foram registrados, em fevereiro, 139 mil novos postos de trabalho. Para Berzoini o indicador do mercado formal é coerente com o aumento da geração de emprego no início do ano. "O mercado de trabalho está mais favorável ao emprego", afirmou o ministro.Salário mínimoO ministro do Trabalho disse também que debaterá nos próximos dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o valor do salário mínimo que será anunciado em abril pelo governo. Segundo o ministro, o valor será o máximo possível para melhorar o poder de compra do trabalhador, e compatível com o orçamento. Ele disse que o objetivo do governo é garantir sempre um porcentual acima da inflação para o salário mínimo. JurosCom relação à decisão de ontem do Copom, de reduzir apenas 0,25 ponto porcentual da taxa Selic, Berzoini disse que o governo busca o cenário de juros baixos com inflação baixa, e que a trajetória da queda de juros, que saiu de 26,5%, no início de 2003 para 16,25%, demonstra essa tendência. Ele classificou de contraditórias as observações feitas pela oposição de que nesta vez na reunião do Copom houve ingerência política. "Então nas decisões anteriores não teve ingerência política?", questionou.

Agencia Estado,

18 de março de 2004 | 14h05

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