Proposta de pacto é apoiada por aliados no Senado

A proposta de um pacto nacional para enfrentar apresentada pelo ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, para fazer frente aos efeitos da crise econômica internacional sobre o País, foi apoiada pelas lideranças governistas no Senado. Tanto o líder do governo no Congresso, Fernando Bezerra (PTB-RN), quanto o do PMDB, Renan Calheiros (AL), defenderam a tese como necessária à retomada da economia. "É preciso estabelecermos um pacto pelo desenvolvimento econômico, definindo não apenas uma agenda mas também um cronograma para sua implantação, de modo a assegurar o crescimento do emprego e da oferta de crédito no País", afirmou Renan. Segundo ele, a ampla articulação em torno da aceleração econômica não envolveria mudanças da política econômica adotada pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e sua causa não se restringiria às influências da alta dos juros do Estados Unidos. "É uma questão mais grave: o Brasil precisa crescer rapidamente", argumentou. Bezerra afirmou que o País vive hoje um grave quadro de demanda por investimentos em todos os setores que assegurem a retomada do crescimento econômico. "Se não um pacto, que seria muito amplo, concordo com o ministro que é preciso uma união de forças políticas e empresariais para assegurar a retomada do crescimento num cenário internacional que está se mostrando adverso", afirmou o líder, ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Já o senador tucano Sérgio Guerra (PSDB), que faz oposição ao governo Lula, criticou a atitude do ministro. Segundo ele, não é verdade que o País esteja ameaçado pelo quadro econômico internacional. "A conjuntura não é tão favorável, mas o grande risco para a economia hoje é a incapacidade do governo, e a afirmação do ministro não é responsável", disse Guerra.

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