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Proposta de CPI do MST ganha força na Assembléia paulista

O líder do PTB na Assembléia Legislativa de São Paulo, Campos Machado, vai tentar um acordo na terça-feira com o objetivo de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ações do Movimento dos Sem-Terra (MST) no Estado. Aliado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Machado diz já ter articulado a aprovação da comissão com integrantes da base do governo. "Tenho o apoio dos prefeitos do interior, que estão assustados com as invasões", afirmou o parlamentar. Teatro O pedido de Machado foi protocolado no ano passado e espera com outros cerca de 40 requerimentos sua aprovação. Por ação da base aliada do governo, nenhuma CPI está em curso na Assembléia paulista. "A oposição sempre tentou instalar comissões políticas, sobre o Rodoanel, sobre a CDHU, mas esta Casa não pode ser palco para teatros em ano de eleição", justificou o petebista. Segundo ele, com um acordo para a aprovação da CPI do MST, haverá espaço para a instalação de outras quatro. "Mas elas não poderão ser políticas." De acordo com Campos Machado, o coordenador nacional do Movimento dos Sem-Terra, João Pedro Stédile, e o líder na região do Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do Estado, José Rainha Júnior, devem ser os primeiros convocados em caso de aprovação da comissão. "Queremos saber de onde vem o dinheiro que paga a gasolina dos caminhões usados nas invasões, para onde vai o dinheiro dos assentamentos." Após acordo no colégio de líderes, o deputado espera que a proposta vá a plenário ainda na semana que vem. O deputado estadual Renato Simões (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia, disse ser favorável à CPI. "Será uma oportunidade para investigarmos a paralisia da política agrária do governador Alckmin", afirmou o petista, lembrando que a base do governo estadual vem impedindo a instalação de CPIs há um ano. Simões também ironizou: "Espero que ele (Machado) também apóie a CPI da violência policial."

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