Proposta de caças dos EUA é 'problemática', diz Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje que a compra dos caças FX-2 para a Força Aérea Brasileira (FAB) deverá ser concretizada pelo governo até o final do ano. Ele também demonstrou certa simpatia pela proposta da empresa francesa Dassaul, que pretende vender ao Brasil o caça Rafale, mas disse que ainda é cedo para qualquer avaliação. "A proposta dos Estados Unidos é problemática, pois os americanos não têm bons precedentes; os suecos querem vender um avião que não existe, com motor americano e peças de outros países", analisou.

JOÃO CARLOS DE FARIA, Agencia Estado

15 Outubro 2009 | 17h53

Com relação à França, Jobim afirmou que o país já deu boas demonstrações na transferência de tecnologia para o Brasil, em negócios com submarinos e helicópteros. A transferência de 100% da tecnologia de fabricação dos aviões é fator primordial na escolha do fornecedor dos caças, conforme o ministro. Jobim participou hoje, no Departamento de Ciências e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) de São José dos Campos, da Operação Ômega, que constou da cerimônia de certificação do foguete sub-orbital VSB-30.

O ministro informou ainda que o relatório final a ser preparado pela Aeronáutica deverá ser submetido ao Conselho Nacional de Segurança, depois de passar pela primeira fase, que está em curso, na qual serão avaliadas as propostas, e depois pela "análise estratégica e de conveniências políticas." O contrato para compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) é estimado em cerca de R$ 4 bilhões.

O comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro Junini Saito, acompanhou Jobim na visita, mas não quis comentar o assunto. As propostas das empresas Dassaul (França), Saab (Suécia) e Boing (EUA) foram apresentadas ontem à Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, sem a presença de representantes do Governo.

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