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Proposta de bilhete de Haddad é esdrúxula, diz vice de Giannazi

Candidato afirmou que Russomanno faz 'discurso de bom moço' e avaliou gestão Kassab como autoritária

Cristiane Salgado Nunes - O Estado de S. Paulo,

06 de setembro de 2012 | 16h36

Em entrevista para a TV Estadão nesta quinta-feira, 6, o Professor de Economia Brasileira Edmilson Costa, vice do candidato Carlos Giannazi (PSOL) à Prefeitura de São Paulo afirmou que a proposta do bilhete único mensal de Fernando Haddad (PT) é "esdrúxula". Para ele, "A questão do transporte não é o bilhete. Isso não atinge a origem do problema". Costa criticou José Serra (PSDB), dizendo a candidatura do tucano é ficar "eternamente se justificando" que não vai sair do mandato. "Ele já fez uma vez, por que não vai fazer de novo?", indagou.

Para o vice do PSOL, o PT é um partido que se modificou "como um camaleão" em sua trajetória até o poder, perdendo sua identificação com os trabalhadores. "Agora, o PT está buscando limitar o direito de greve, sendo que esses que fazem parte do governo cresceram fazendo greve", constatou. Costa também não poupou ataques a Celso Russomanno (PRB) e falou que o candidato não tem base de sustentação e "busca fazer um discurso de bom moço".

Avaliando a administração do prefeito Gilberto Kassab, o candidato afirmou que a gestão criminalizou os movimentos sociais, além de ser conservadora. Segundo ele, Kassab colocou coronéis nas subprefeituras, "demonstrando seu um viés autoritário e a incompatibilidade com a população". Costa ainda fez críticas ao partido do prefeito, dizendo que o PSD não possui ideologia definida.

De acordo com o candidato, a ação na cracolândia foi a criminalização da pobreza. "Foi uma desumanidade muito grande atuar sobre o drogado e não sobre o problema. A droga não é feita ali, os barões das drogas estão em outros locais". Para Costa, a questão da dependência química precisa ser conduzida com uma política especial e clínicas especializadas para os usuários.

Propostas. O vice de Giannazi defendeu maiores investimentos na locomoção pública e a construção de corredores de ônibus e monotrilhos. O candidato falou que é preciso desprivatizar o transporte público e propôs a redução da passagem até chegar ao custo zero para a população.

Na saúde, Costa afirmou que é preciso implantar uma medicina preventiva no sistema público. "É necessário criar unidades de saúde nos bairros com equipes bem treinadas e bem pagas".

Para o candidato, São Paulo possui uma cultura voltada para a elite e propôs a criação de centros na periferia. "Nosso objetivo é fazer não só uma Virada Cultural por ano, mas abrir espaço para que novas gerações se desenvolvam perto de suas residências", propôs.

Ideologia. Com um discurso anticapitalista, Costa defendeu uma nova forma de fazer política com base de esquerda. O candidato a vice afirmou que os políticos se comprometem com o poder econômico e governam para o empresariado e para a elite.

Costa manifestou que é favorável ao modelo político cubano e afirmou que o país não sofre censura. "Lá tem um conjunto de meios de comunicação que apoiam o governo", justificou.

Em sua opinião, na Venezuela também não existe censura aos meios de comunicação. "Os meios empresariais existem em maior número do que os estatais. Na Venezuela, há uma diversidade enorme de meios de comunicação nas mãos dos trabalhadores", argumentou.

Próximos entrevistados. Na próxima semana, na segunda-feira, 10, será a vez de Luiz Flávio D’Urso, vice de Celso Russomanno (PRB) e na terça-feira, 11, de Nádia Campeão (PC do B), vice de Fernando Haddad (PT).

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