Proposta da CPMF é 'genérica, mas há boa fé', diz Virgílio

O líder do PSDB no Senado diz que o partido espera detalhamento de proposta da CPMF até terça-feira

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

01 de novembro de 2007 | 15h42

O líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM) cobrou do governo a "quantificação e precificação" das propostas que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou na última quarta-feira ao partido nas negociações para a prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O senador marcou data e hora para a apresentação da proposta integral do governo: na terça-feira, na hora do almoço, quando haverá reunião da bancada do partido. No mesmo dia, a proposta será apresentada à Executiva do partido.   Veja também:      Entenda a cobrança da CPMF  Veja as 9 propostas do governo ao PSDB para prorrogar a CPMF Governo apresenta proposta 'concreta' ao PSDB sobre CPMF Ministros fecham proposta do PSDB para votar CPMF Entenda a Emenda 29  Maioria dos governadores se alinha a Lula em esforço a favor da CPMF Veja os 5 pontos apresentados pelo PSDB para negociar a CPMF Virgílio classificou as propostas apresentadas de "genéricas", mas reconheceu que há boa fé do governo nas negociações. Durante audiência pública na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Casa, ele disse que a aceitação ou não das propostas pelo seu partido dependerá agora do detalhamento delas. Ele disse que torce para que dê certo. "Lutaremos pela união. Vou lutar muito para que o partido seja racional e responsável", disse Virgílio.Ele disse que essa negociação inaugura um novo patamar de diálogo e que o partido está mostrando muita disposição de negociar com o governo. Para o senador o êxito da negociação dependerá do governo, "porque não tem nada de pessoal, não tem nada de fisiológico, não tem nada de diretoria de Caixa Econômica (Federal), Furnas". "Estamos discutindo o Brasil", acrescentou. Segundo o senador, as propostas que o PSDB sugere são boas para o governo.Sistema SO líder do PSDB ainda afirmou que a proposta do governo de reduzir as transferências para o Sistema S abala a credibilidade do conjunto de medidas apresentadas pelo Ministério da Fazenda para a negociação da CPMF. Essa hipótese foi apresentada como uma das propostas apresentadas pelo governo, na negociação com o PSDB. Ele disse que o sistema S - impostos arrecadados a entidades como Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Social do Comércio (Sesc), ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), entre outras - está protegido por normas constitucionais e ressaltou que o PSDB quer propostas convincentes, com mecanismos de implementação efetiva.

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