Propagandas eleitorais de Serra e Dilma colocam crianças em 1º plano

Candidatos à Presidência homenagearam jovens nos programas veiculados nesta quarta-feira

Bruno Siffredi, do estadão.com.br,

12 de outubro de 2010 | 14h27

SÃO PAULO - As propagandas eleitorais gratuitas dos candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) usaram nesta terça-feira, 12, a participação de crianças para reforçar seus apelos aos eleitores.

 

Na abertura, o programa da candidata do PT acusou a oposição de "extrapolar todos os limites" para desqualificar Dilma e mostrou trechos da sua biografia intercalados por relatos da própria candidata sobre os episódios da sua vida. Ela é apresentada como "filha da professora Jane e do imigrante búlgaro Pedro Rousseff, que lhe transmitem uma forte formação cultural e religiosa".

 

Após ser lembrada sua atuação como "primeira mulher da nossa história a ser ministra de Minas e Energia, presidente do conselho de administração da Petrobrás e ministra chefe da Casa Civil", a candidata cita o programa Luz Para Todos e critica o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): "Você não faz um programa desses sem ser gratuito, não faz. Sabe porque que nunca fizeram? Porque queriam cobrar, cobrar de quem é mais pobre. Como é que você pode cobrar de quem não tem nada, nem luz? É assim que era na época do FHC, queriam cobrar".

 

Antes da conclusão do programa, é apresentada uma mensagem de Dilma na qual ela ressalta a importância do Dia da Criança e "renova seu compromisso com as crianças do nosso Brasil". Depois da fala da candidata, uma criança identificada como Giovanna se apresenta e canta o jingle de campanha da petista, seguida de outra menina, Manoela, que lê uma mensagem de apoio à candidata.

 

'Futuro das crianças'

 

Por sua vez, a propaganda eleitoral do candidato do PSDB também usou a presença de crianças para pedir votos. Logo na abertura, duas crianças se apresentam e dizem estar ali para "falar o que o Serra pensa sobre o futuro das crianças".

 

A propaganda cita o programa Mãe Brasileira, que oferece auxílio às futuras mães. A narradora reforça mensagem: "A gente sabe que não há momento mais importante na vida de uma mulher do que ser mãe." É tocado o jingle que apresenta trechos da biografia de Serra, citando a origem humilde e o período no exílio.

 

Em seguida, as crianças são ouvidas novamente e relatam que na escola onde estudam "tem duas professoras na sala de aula", citando outro programa realizado durante a gestão tucana em São Paulo. Aparece então uma gravação de Serra defendendo os investimentos em educação, no qual afirma que fará um "mutirão" para alfabetizar as crianças até oito anos.

 

Perto do final, Serra reaparece outra vez para afirmar que não é "de parar nada que esteja andando", numa referência à continuidade dos projetos do governo Lula. "Pra mim não importa quem começou, quem é o autor da ideia. Se está funcionando, eu dou força, continuidade, eu melhoro. E fico em cima pra coisa funcionar de verdade. Essa é a minha marca."

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