Propaganda do PPS sobre poupança foi 'insana', critica Lula

Inserção do partido na TV comparava as novas regras da poupança do governo ao confisco de Collor em 1992

FELIPE WERNECK, Agencia Estado

30 de abril de 2009 | 15h52

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente nesta quinta-feira, 30, a propaganda veiculada pelo PPS na semana passada, afirmando que o governo iria mexer na poupança de forma semelhante ao que foi feito durante o confisco no governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Sem citar a legenda de oposição, o presidente afirmou, após a cerimônia no canteiro de obras da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), na zona oeste do Rio de Janeiro, que "um partido político teve uma atitude insana, mentirosa e de irresponsabilidade total ao dizer que o governo ia mexer na poupança".

 

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O presidente não entrou em detalhes sobre eventuais mudanças no regulamento das cadernetas, mas afirmou que o assunto será discutido pela equipe econômica do governo "no momento que tiver de ser discutido". Ele disse que o povo brasileiro o conhece e sabe que ele "jamais iria tomar qualquer medida que pudesse prejudicar as pessoas que investem em poupança". Para o presidente, esse tipo de aplicação "não é nem investimento", apenas uma garantia da não-desvalorização do dinheiro.

Indagado sobre a necessidade de uma adequação, já que a queda da taxa básica de juros, a Selic, tornou os investimentos em poupança mais atraentes do que as aplicações em alguns fundos de investimentos, o presidente respondeu: "Deus queira que o único problema do Brasil seja o de que os juros caiam para todo mundo". Ele ainda defendeu investimentos voltados ao financiamento de setores produtivos da economia.

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