José Patrício/AE
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Propaganda de Serra sobre bilhete único subestima o eleitor, diz Haddad

Programa eleitoral do tucano chamou de 'bilhere mensaleiro' proposta do petista

Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2012 | 20h10

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 24, que a propaganda veiculada pelo seu adversário tucano, José Serra, a respeito da ideia de criar o Bilhete Único Mensal "subestima" a capacidade do eleitor de compreender a proposta e aposta na desinformação como instrumento de debate político.

No horário eleitoral veiculado no rádio entre 7h e 7h30 desta sexta-feira, o programa de Serra chamou de "bilhete mensaleiro" a proposta do candidato petista de oferecer ao usuário do Bilhete Único a opção de pagar uma tarifa fixa por mês, ao redor de R$ 150, para utilizar os ônibus municipais de forma ilimitada.

"Tem candidato prometendo um bilhete mensaleiro. Mas assim fica mais caro porque estou pagando transporte mesmo quando estou dormindo, já paguei pelo mês inteiro. E no dia que eu estiver em um churrasco em casa? Já vou ter pago e não vou aproveitar?", diz a voz no programa do PSDB.

Haddad afirmou que já esperava por ataques diretos da campanha de Serra, mas se disse surpreendido por isso ter ocorrido no segundo dia da propaganda eleitoral. Para ele, o programa revela "um certo descontrole" da campanha tucana.

Segundo o programa de governo do petista, o Bilhete Único Mensal seria uma nova opção para os usuários de ônibus municipais que não excluiria o atual modelo - quatro viagens no período de três horas por uma tarifa unitária - e custaria aos cofres da Prefeitura cerca R$ 400 milhões ao ano em subsídios, ou cerca de 1% do Orçamento municipal.

Esse valor incluiu apenas o subsídio para bancar as viagens extras realizadas por ônibus. A integração com o Metrô e a CPTM dependeria da adesão do governo do Estado ao sistema.

Questionado sobre a propaganda, Serra não quis comentar. "Não ouvi o rádio. Não ouvi", afirmou.

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