Propaganda de remédios para impotência é proibida

A propaganda institucional que faça referência a medicamentos ou tratamentos para disfunção erétil será proibida em todo o território nacional a partir desta sexta-feira. A medida, divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abrange as três empresas - Eli Lilly do Brasil, Bayer S/A e Pfizer - produtoras de tais medicamentos.O diretor da Anvisa, Cláudio Maierovitch, afirmou que a medida pretende evitar o estímulo do consumo de tais medicamentos. "A análise do desempenho de vendas de tais produtos demonstra um crescimento surpreendente, principalmente o mais antigo deles, o Viagra", disse. Para ele, o volume crescente de vendas é um forte indício de que tem havido um estímulo para o uso inadequado do produto. "Acreditamos que um grande número de pessoas recorre ao medicamento sem uma indicação médica. Há também o uso recreacional, entre pessoas que não apresentam problemas físicos mas que recorrem ao medicamento acreditando que com ele terão um desempenho melhor ", disse. Ele lembra que o uso indiscriminado do produto pode acarretar risco à saúde.O descumprimento da determinação pode levar à aplicação de penas previstas na Lei nº 6.437/77, como notificação e multas de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, além de outras punições mais severas, em casos de reincidência.

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