Promotoria investiga omissão no combate ao PCC

O Ministério Público Estadual (MPE) decidiu investigar eventual omissão dos secretários da Segurança Pública, Marco Vinicio Petrelluzzi, e da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) facção de presos que domina a maioria dos presídios no Estado. A investigação está a cargo da Promotoria de Justiça da Cidadania. A iniciativa foi tomada pelo promotor Fernando Capez, que considerou em sua decisão pela abertura da investigação que "as autoridades não apresentaram solução adequada" à situação criada com as rebeliões promovidas pelo PCC, "configurando, em tese, a ocorrência de ato de improbidade administrativa (mau uso de dinheiro público)". A investigação da promotoria foi motivada pela demonstração de força do PCC na rebelião que atingiu 29 presídios, em 18 de fevereiro, articulada por meio de telefones celulares em poder dos detentos. Em 24 horas, o motim foi controlado pela Polícia Militar. Vinte presos foram mortos, a maioria em acerto de contas.Ofícios - A promotoria enviou ofícios aos secretários para que ambos apresentem esclarecimentos por escrito sobre a evental omissão. Os ofícios passaram pela assessoria do procurador-geral de Justiça, José Geraldo Brito Filomeno, antes de serem enviados, por se tratarem de secretários de Estado. Furukawa afirmou, por meio de sua Assessoria de Imprensa que já havia remetido a resposta ao procurador-geral. Por isso, preferia não informar o teor de seus esclarecimentos, em respeito a Filomeno. A assessoria do procurador-geral informou que a resposta do secretário ainda não havia chegado ao gabinete. Petrelluzzi não quis comentar a investigação.

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