Promotoria apura fraude de R$ 22 milhões em AL

O Ministério Público Estadual de Alagoas investiga fraudes na folha de pagamento dos servidores do Estado durante o governo de Ronaldo Lessa (PDT). Entre o ano 2000 e julho de 2007, teriam sido causados prejuízos superiores a R$ 22 milhões. A investigação tem como base um relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE), entregue na sexta-feira pelo controlador-geral do Estado, Alexandre Lages, ao procurador-geral de Justiça substituto, Dilmar Camerino. Entre as irregularidades, estariam pagamentos a servidores fantasmas. Após a auditoria, realizada no ano passado, mais de 1,2 mil funcionários já tiveram seus pagamentos de salários e benefícios suspensos. Constam ainda pagamentos a servidores falecidos, desembolsos irregulares de benefícios e o recebimento de pensão pela AL Previdência com documentação fraudulenta. De acordo com Alexandre Lages, o Estado já começa a sentir os efeitos positivos da auditoria. "Há funcionários públicos em situação irregular pedindo exoneração", disse o controlador. Outros já foram demitidos de suas funções. Ainda há 6.799 servidores públicos na mira da Controladoria. O nome de 368 deles figura ao mesmo tempo nas folhas de pagamento de Alagoas e de Estados como Pernambuco e Sergipe.Lages destacou que, com a assinatura de um acordo de cooperação entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e todos os Estados, será viável o cruzamento mensal das folhas de pagamento, dificultando a ocorrência de novas fraudes. O governo de Alagoas promete demissões e o ressarcimento aos cofres públicos dos valores recebidos de forma ilegal.

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