Promotores entregam manifesto contra acusados na 'Taturana'

Operação da Polícia de Alagoas investiga desvio de deputados de mais de R$ 280 milhões dos cofres públicos

RICARDO RODRIGUES, Agencia Estado

03 de março de 2008 | 19h34

O presidente da Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal), promotor Eduardo Tavares Mendes, protocolou nesta segunda-feira, 3,  à tarde na Assembléia Legislativa do Estado um manifesto de combate à corrupção no legislativo alagoano. O documento deveria ser entregue em mãos ao presidente da Comissão de Ética da Assembléia, mas teve de ser protocolado porque o legislativo alagoano não tem uma Comissão de Ética constituída, como é comum nos outros Estados do Brasil."Quando redigimos esse manifesto, de apoio às instituições que estão à frente das investigações da Operação Taturana, esperávamos entregá-lo ao presidente da Comissão de Ética, mas para nossa surpresa ficamos sabendo que na Assembléia de Alagoas não tem Comissão de Ética, por isso não tivemos outra saída a não ser protocolar o documento, pedindo que seja aberto um processo disciplinar contra todos os deputados indiciados pela PF", afirmou Tavares. A Operação Taturana investiga o desvio de mais de R$ 280 milhões.No manifesto, a Ampal afirma que "o espírito de tolerância do povo alagoano viu-se fortemente abalado" pelas denúncias de desvio de verba da Assembléia Legislativa do Estado. Para a associação, "diante da crise avassaladora que varre a política local como um furacão, só resta ao povo, por enquanto, protestar, indignar-se e exigir providências". Doze deputados e ex-deputados foram indiciados no inquérito policial que investiga o crime.

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