Promotor quer apurar compra de jornal no ABC

O promotor criminal de Justiça em Santo André, Roberto Wider, vai abrir investigação sobre crime de lavagem de dinheiro que teria ocorrido na compra do jornal Diário do Grande ABC pelo empresário Ronan Maria Pinto. A decisão foi tomada a partir da divulgação do relato de Marcos Valério, operador do mensalão.

FAUSTO MACEDO E BRUNO BOGHOSSIAN, Agência Estado

13 de dezembro de 2012 | 09h40

Valério afirmou, em depoimento à Procuradoria-Geral da República, que o PT queria que ele providenciasse R$ 6 milhões a serem entregues a Ronan, que estaria chantageando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da presidente Dilma Rousseff.

"Entendi claramente que Ronan queria extorquir o ex-presidente Lula e os outros", avalia o promotor que integrou força-tarefa do Ministério Público Estadual para investigar o assassinato de Celso Daniel (PT), em 2002.

Wider disse que vai requerer a quebra do sigilo bancário do empresário Maury Dotto, que vendeu o jornal a Ronan, e "identificar a origem dos recursos do negócio". Ele também vai intimar Valério. "Deduzi do depoimento dele que Ronan fez uma extorsão, recebeu aquele valor e a lavagem pode ter ocorrido na compra do jornal. São crimes de competência estadual aqui na minha Comarca." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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