Promotor pode ser processado por uso indevido de recursos do MP

O promotor de Justiça Roberto Liviano, assessor de comunicação do procurador geral da Justiça, José Geraldo Pinto Filomeno, corre o risco de ser processado pela própria Procuradoria e pelo corregedor geral do Ministério Público (MP), Agenor Nakazone. Comissão criada pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores do MP concluiu que o promotor usava indevidamente computadores, telefone, fax, copiadora e funcionários da instituição para fazer propaganda de uma sociedade civil com fins políticos, denominada Movimento do Ministério Público Democrático (MMPD). Assim, usava patrimônio do Estado para arregimentar novos membros para a sociedade que nada tem a ver com o Ministério Público. Caberá agora ao procurador geral decidir se está configurada conduta criminosa (peculato) e à corregedoria, a apurar a ocorrência de ilícitos administrativos.O promotor Roberto Liviano declarou-se "perplexo" por tomar conhecimento da acusação por intermédio da imprensa. Acrescentou que "tão logo seja cientificado da ação, se é que de fato existe, tomarei todas as providências cabíveis".O presidente da Associação Paulista do Ministério Público (APMP), José Carlos Cosenzo, revelou que documentação comprometedora foi enviada pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, que congrega todas as entidades do País. Constatou então que o MMPD pedia espaço para falar no Congresso Nacional do Ministério Público, que se realizou em outubro, em Recife. Os contatos com a Associação Nacional teriam sido feitos com uso de equipamentos e funcionários do MP paulista. Cosenzo, dentro de suas atribuições de defesa do interesse da instituição e da propriedade administrativa, encaminhou todo o material ao procurador geral e ao órgão especial do MP, para as providencias que entendessem necessárias.Disse ainda que o MMPD parece empenhado em demonstrar que está em sintonia com o governo do Estado.

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