Projeto do Código Florestal deve ser votado amanhã

Depois de três horas e meia de reunião no Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza, e o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) anunciaram que vão colocar em votação o texto do Código Florestal amanhã. Ignoraram, no entanto, as divergências que existem no texto, que não contam nem com o apoio do Planalto.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

03 de maio de 2011 | 20h04

Nesta reunião estavam também presentes o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e representantes da Casa Civil e do Ministério do Meio Ambiente. Pela manhã, ao receber a ex-ministra Marina Silva, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, deixou claro o descontentamento do governo federal com o texto apresentado por Aldo.

"Considero que avançamos muito, houve um quase acordo. O texto não será de consenso, será de acordo", declarou Vaccarezza, anunciando que na noite de hoje vai ser votada ainda a urgência do projeto e será feita uma nova reunião com o colégio de líderes para buscar um acordo. Segundo Vaccarezza, "só falta definir o trecho que trata da propriedade familiar".

O deputado Aldo Rebelo, por sua vez, ironizou dizendo que "houve uma prova do vestido de noiva e mostrou-se que precisava de um novo ajuste para chegarmos a uma peça para votação". Ele comentou que "não viu demonstração de insatisfação do Palocci, nem do governo" e avisou que o Código está em discussão há anos e que agora é o momento de ele ir para votação no plenário. "Não pode adiar mais e não cabe ao governo essa decisão porque ela é do Parlamento", avisou Aldo, lembrando que "os agricultores não queriam sequer o estatuto da reserva legal".

Aldo atacou os integrantes do Greenpeace, dizendo que eles não defendem a criação de nenhuma área de proteção ambiental na Holanda. "Não existe reserva legal na propriedade em nenhum país do mundo. Já está na hora de isso ir pro voto", completou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.