JF Diório/Estadão
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Projeto de ex-vice de Marina privilegia outros partidos

Ao contrário de 2010, Marina Silva não vai contar com apoio do empresário Guilherme Leal em 2018

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2017 | 05h00

A ex-ministra Marina Silva não vai contar em 2018 com o apoio do empresário Guilherme Leal, que foi seu parceiro de chapa na eleição presidencial de 2010. 

Fundada em 2012, a Rede de Ação Política Pela Sustentabilidade (RAPS), grupo criado pelo sócio da fabricante de cosméticos Natura, promove formação política e apoia parlamentares para influenciar no Congresso. 

 

Hoje conta com 12 deputados federais, sendo apenas um da Rede. A legenda mais presente é o PSDB, com 4 parlamentares, e o PV, com 3. Entre os deputados que integram o grupo estão nomes com perfis diametralmente opostos, como o tucano Marcus Pestana e Jean Wyllys (PSOL). 

Leia mais: Marina se isola e Rede vive nova crise interna

“O campo da sustentabilidade é mais amplo que a Rede e que a eventual candidatura da Marina. Não está claro quem serão os candidatos, mas estamos conversando com PSDB, PSB e PPS”, disse ao Estado o diretor executivo da RAPS, Marcos Vinícius de Campos. Outros membros do grupo dizem reservadamente que Marina deixou de “vocalizar” o discurso ambiental e reclamam do “recolhimento” da ex-ministra. 

Em 2018, o objetivo da RAPS é apoiar nomes novos, como o líder do Vem Pra Rua, Rogério Chequer. A ideia é reforçar uma estrutura “transversal” aos partidos na Câmara. A RAPS trabalha com a formação de quadros políticos. 

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