Projeto de Gregori esbarra no racionamento

O plano de racionamento de energia elétrica não vai comprometer o Projeto Reluz, que prevê a ampliação e o aumento da eficiência da iluminação pública como meio de inibir a criminalidade. Quem afirma é o ministro da Justiça, José Gregori. "Por enquanto, não houve nenhuma determinação da comissão de energia de cancelar o nosso projeto", afirmou ele durante o fim de semana, referindo-se à Câmara de Gestão da Crise de Energia (CGCE). "Mas, se ela mandar cancelar, será cancelado."Tocado em parceria pelos Ministérios da Justiça e de Minas e Energia, o projeto faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública, lançado no ano passado com o objetivo de reduzir a criminalidade no País e prevê a troca de 8 milhões de pontos de iluminação pública - de lâmpadas a vapor de mercúrio para lâmpadas de vapor de sódio, mais econômicas - e a instalação de mais 1 milhão de lâmpadas até 2003.Gregori reconhece, entretanto, que a iluminação das ruas nas cidades brasileiras pode perder força por causa das medidas anunciadas na semana passada, entre elas a que impõe a diminuição em 35% do fornecimento de eletricidade para a iluminação pública. O ministro, entretanto, conta com a argumentação de que a redução de consumo de energia será uma conseqüência secundária do projeto. Em princípio, essa economia seria de 2.400 gigawatts-hora, o suficiente para atender a uma população de 4 milhões de pessoas.

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