Projeto da "Agência Estado" apóia a construção de comunidades

O coordenador do Projeto Educação da Agência Estado, Lúcio Renato Brusch, disse nesta terça-feira que a grande missão assumida pela agência é a de apoiar a construção de comunidades. "O mundo do futuro será de rede, ninguém viverá isolado", disse. "O papel da Agência Estado é ajudar a ligar as pessoas e comunidades", disse Brusch, em Curitiba, aos participantes do Instituto de Inverno, evento que visa a incentivar o uso de novas tecnologias no aprendizado. Falando a cerca de 200 educadores reunidos no Salão de Atos do Parque Barigüi, Brusch acentuou que o mundo está passando por um turbilhão financeiro e é bombardeado por informações, das quais a AE é uma das principais ferramentas de transmissão. "A Agência Estado precisa estar na velocidade do turbilhão", afirmou. "Tem de continuar a ser confiável, tem de dar a notícia, mas não pode ficar fora do mundo." Segundo ele, por perceber a necessidade de atuar em rede, contribuir com a aprendizagem e formar comunidades, sem deixar de ser espectador idôneo e confiável da sociedade, a AE foi o primeiro patrocinador brasileiro do Media Lab, o laboratório de novas mídias e tecnologias do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA. Como resultado, alunos curitibanos têm desenvolvido um jornal eletrônico (www.extraextra.com.br) usando software traduzido e adaptado pela agência. "É o software que melhor permite a formação de comunidade", afirmou. Diversidade - "A aprendizagem é o grande tema a ser apoiado pela Agência Estado", destacou Brusch. De acordo com ele, a aprendizagem envolve conhecimento e não apenas informação. "Isso exige relação, contato, formação de comunidade", disse. "A aprendizagem não é condicionada, mas se constrói com liberdade e diversidade." Brusch ressaltou a importância de pôr fim à noção de uma "escola industrial", em que as crianças são moldadas de acordo com os interesses do professor. "Na sala de aula não há o contraditório, o professor tem poder sobre os alunos", criticou. Segundo Brusch, o contraditório está na relação social. "Permitir o contraditório é exercer responsabilidade e exigir responsabilidade, é respeitar e ser respeitado." Por isso, ele insistiu no respeito às crianças. "É preciso pensar o ser humano integral, pois somente um ser humano pleno vai suportar o turbilhão que já chegou.?

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