Projeto contra criminalidade escapa do racionamento

Apesar do racionamento de energia elétrica a partir de 1º de junho, o governo vai manter o Projeto Reluz, que prevê a extensão e o aumento da eficiência da iluminação pública como meio de inibir a criminalidade.A informação partiu do ministro da Justiça, José Gregori, que lançou nesta segunda um programa interno para diminuir em 15% o consumo de energia nos prédios do seu ministério. "O Projeto Reluz não será afetado", declarou. O projeto, que é tocado em parceria pela Justiça e pelo Ministério das Minas e Energia, faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública, lançado no ano passado com o objetivo de reduzir a criminalidade no País.Prevê a troca em 8 milhões de pontos de iluminação pública de lâmpadas a vapor de mercúrio para lâmpadas de vapor de sódio e a instalação de mais 1 milhão até 2003. A redução do consumo será uma conseqüência secundária.Ao lançar o programa interno "Energia Inteligente", o Ministério da Justiça espera se firmar como um "exemplo" para os demais órgãos públicos federais. Além de palestras e de folhetos para os funcionários, o ministério publica nesta terça-feira uma portaria que institui normas para a utilização de ar-condicionado, de iluminação e de elevadores nos seus edifícios.Até mesmo as cascatas instaladas na fachada do prédio principal serão desligadas. "Temos de dar o exemplo. O nosso ministério está em uma posição estratégica na Esplanada", afirmou Gregori. Conforme as estimativas da Companhia Energética de Brasília (CEB), os setores públicos federal e do Distrito Federal são responsáveis por 11,8% do consumo de energia local.Construída entre o final da década de 50 e de 70, a maioria desses prédios segue padrões arquitetônicos que não priorizam o uso racional da energia. As fachadas de vidro criam o "efeito estufa" e estimulam o uso de ar-condicionado e de iluminação artificial. Segundo Paulo Roberto Vilela Pinto, gerente de Desenvolvimento Energético da CEB, o Distrito Federal deverá seguir uma orientação diferenciada nas campanhas de racionalização do uso da energia, em relação ao restante do País.O foco das campanhas estará da redução de desperdícios nas residências, que respondem por 38% do consumo local. No resto do Brasil, esse porcentual é de 25%, e a indústria lidera a demanda por energia, com 47% do consumo. Neste semana, a CEB inicia um programa-piloto em Planaltina (DF) com a finalidade de "obrigar" os consumidores a diminuir o uso de energia no pico de consumo - entre 18 e 20 horas.A CEB pretende instalar um aparelho que corta a energia da casa toda vez que o consumo ultrapassar 1.300 watts durante aquele período. A adesão será voluntária e a companhia dará um desconto de 20% na conta mensal aos que aderirem.

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