Projeto brasileiro de combate à exploração infantil é elogiado

O Brasil é presença importante no Congresso Mundial contra a Exploração Sexual Comercial de Crianças, que ocorre em Yokohama, no Japão.O País está entre os poucos que conseguiram estruturar um Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, compromisso assumido oficialmente pela maioria das nações representadas em Estocolmo, em agosto de 1996, durante o primeiro encontro sobre o tema. O plano brasileiro é visto como modelo e inspiração para outros países latino-americanos e do restante do mundo, porque foi construído em parceria entre governo e sociedade civil.Uma das mentoras do plano, a socióloga e pesquisadora Marlene Vaz reconhece a maturidade do diálogo estabelecido entre o Departamento da Criança e do Adolescente do Ministério da Justiça, a Secretaria de Ação Social e as ongs na questão da Exploração e do Abuso Sexual. Ela acredita que o segundo congresso tende a consolidar o leque brasileiro de ações, elaborado ao longo de três anos de intensos debates e finalmente aprovado em junho de 2000.No entanto, esse conjunto de fatores positivos está longe de deixar Marlene tranqüila, quanto à capacidade brasileira de avançar substancialmente em relação ao quadro atual - que, afirma, se agrava ano a ano.Pouco após ouvir o Plano brasileiro ser citado, na primeira plenária do Congresso, como referência internacional, Marlene denunciou: "A exploração sexual comercial de crianças e adolescentes é em nosso País primordialmente um sintoma do ciclo de pobreza que afeta grande parte da população?."Nesse sentido, ações de prevenção à exploração, de combate aos exploradores e de apoio às vítimas tendem a cair no vazio, caso o governo não assuma frontalmente um programa eficaz de combate à miséria, o que vem até agora se recusando a fazer."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.