Sebastiao Moreira|EFE
Sebastiao Moreira|EFE

Proibição de alianças com partidos 'golpistas' divide reunião do PT

A portas fechadas, dirigentes alegaram não ser possível vetar dobradinhas com legenda inteiras, mas, sim, com 'políticos' que apoiam o governo de Michel Temer

Vera Rosa e Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2016 | 14h52

BRASÍLIA - A proposta da cúpula do PT de restringir as alianças para as eleições municipais apenas a partidos que votaram contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff causou polêmica na reunião do Diretório Nacional do partido desta terça-feira, 17. A portas fechadas, dirigentes do PT alegaram não ser possível vetar dobradinhas com partidos inteiros, mas, sim, com “políticos” que apoiam o governo de Michel Temer. Alas mais à esquerda, porém, protestaram e defenderam a proibição formal.

A resolução do PT, ainda em debate, não proíbe explicitamente a coligação com nenhuma legenda, mas afirma que todo esforço deve ser feito para parcerias com siglas do campo “democrático e popular”.

“Dado o conjunto de compromissos defendido pelo PT ao longo de suas administrações públicas, é indispensável o esforço de diálogo com os partidos do campo democrático-popular e estendê-lo, caso a caso, a setores e partidos que, mesmo fora deste espectro, defendam conosco pontos programáticos para as eleições municipais”, diz um trecho do documento.

O texto afirma que a eleição em São Paulo, onde o prefeito Fernando Haddad (PT) disputa o segundo mandato, é “prioridade”. São citadas também como importantes as disputas em outras capitais e cidades com mais de 100 mil eleitores e naquelas consideradas “pólos econômicos regionais”, com troncos transmissores de rádio e TV.

Depois de admitir erros no financiamento eleitoral, o comando do PT afirma que é fundamental garantir a “auto-sustentação” das campanhas. Com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-ministro José Dirceu presos, na esteira da Operação Lava Jato, o partido diz que a atual situação requer a “contribuição financeira de militantes, trabalho voluntário, enraizamento social e mobilizações coletivas”.

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