André Dusek/Estadão
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Proibição de advogada da Odebrecht em depoimento de Marcelo será investigada

Medida foi tomada por ministro da Justiça após a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgar uma nota de repúdio ao impedimento da participação da defensora da empreiteira

Talita Fernandes, O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2015 | 19h30

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal investigue o fato de a advogada Cora Cavalcanti ter sido impedida de acompanhar depoimento do ex-diretor-presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, em inquérito policial da Operação Lava Jato.

A decisão do ministro acontece após a Procuradoria Nacional de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgar uma nota de repúdio ao impedimento da participação da advogada. O depoimento estava marcado para a semana passada, no último dia 16, mas acabou sendo cancelado. A PF alegou que Dora não poderia acompanhar o depoimento porque ela também será ouvida como testemunha no mesmo inquérito.

"Em todos os casos em que houver denúncias de possíveis irregularidades, cabe ao ministro da Justiça, zelando pela legalidade e o Estado Democrático de Direito, determinar a apuração do ocorrido. Assim fiz e continuarei procedendo", afirmou Cardozo, segundo nota divulgada pelo Ministério da Justiça..

Marcelo Odebrecht seria ouvido para explicar o contexto da entrega de um bilhete a seus advogados em que estava escrito à mão a mensagem ""destruir e-mail sondas". O manuscrito foi entregue pelo ex-presidente da empreiteira no dia 22, depois de ter sido preso. 

O bilhete foi fotografado por um agente da PF e levantou suspeitas por parte da polícia de que o investigado estaria tentando destruir provas que pudessem incriminá-lo.

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