Programas tiram 13 mil crianças de lixões

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) anunciou hoje que 13.230 crianças deixaram os lixões no Brasil nos últimos 21 meses e foram matriculadas em escolas. A maioria das crianças que deixou o trabalho infantil no lixo foi atendida em projetos de renda mínima e bolsa-escola, segundo a representante do Unicef no Brasil, Reiko Niimi. Ela destacou a necessidade de erradicar os lixões do País, destacando que não deve haver "retrocesso" no atendimento a estas crianças. Para Niimi, os lixões não podem continuar a existir "por inércia dos poderes públicos."O trabalho mais intenso do programa "Criança no Lixo, Nunca Mais" foi feito no Nordeste, onde 5.566 crianças deixaram este tipo de trabalho. Em apenas 34 municípios baianos, 2.101 crianças deixaram de trabalhar em lixões.A campanha também mostrou resultados positivos em Estados com maior renda per capita. No Sudeste, 1.533 crianças deixaram os lixões nestes 21 meses. O levantamento do Unicef mostra que, em 17 municípios paulistas, 558 crianças saíram dos lixões para a escola. No Paraná, 1.414 crianças, de 20 municípios, foram atendidas pela campanha.Na região Centro-Oeste, 2.431 crianças foram retiradas dos lixões. Somente no Mato Grosso do Sul, a campanha beneficiou 2.063 crianças. Na região Norte, foram retiradas 1.739 crianças dos lixões, em 18 municípios.O Unicef destacou a importância do trabalho do Ministério do Meio Ambiente, que destinou R$ 5,2 milhões a 19 prefeituras no ano passado, que investiram na proteção às crianças e erradicação de lixões. Juntas, as prefeituras foram responsáveis pela retirada de 4.107 crianças dos lixões, a ONG Missão Criança 857 e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) 8.266.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.