Programas sociais favorecem consumo de baixa renda

Economista prevê mais transferência de renda com o incremento dos valores repassados pelo Bolsa-Família

Agência Brasil ,

06 de fevereiro de 2009 | 20h05

O economista Carlos Alberto Ramos, da Universidade de Brasília (UnB), descarta a possibilidade de uma recessão no país, estima um crescimento de 2% e acredita que os agentes econômicos "mais agressivos" consigam obter mercado e aumentar a produtividade. O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, prevê crescimento de 3%. Ele avalia que para reverter o ciclo de diminuição de crédito, atividade econômica e renda, é preciso reduzir os juros, o spread bancário (diferença do custo de captação do banco e o valor repassado ao tomador) e aumentar a oferta de crédito. Além disso, o governo deve continuar os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e nas áreas de saúde e educação, que ajudam a economia a "preservar o nível de atividade". Manuel Enriquez Garcia, vice-presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo, não acredita que o PAC, com problemas de liberação orçamentária e de execução de obras, possa ser considerado uma política anticíclica. Ele avalia, no entanto, que as políticas sociais do governo federal poderão favorecer parte da população e setores voltados ao consumo de baixa renda. O economista assinala que o recente aumento do salário mínimo terá repercussão positiva a partir de março e que haverá mais transferência de renda com o incremento dos valores repassados pelo programa Bolsa Família e com a inclusão de mais famílias beneficiárias.

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