Programa só reduz em 3% a malária na Amazônia

O governo gastou R$ 145 milhões com o Plano de Controle da Malária na Amazônia Legal e só conseguiu reduzir em 3%, no ano passado, o número de casos da doença. Em 1999 foram 632 mil notificações. A informação foi prestada nesta terça-feira pelo presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Mauro Ricardo Costa, durante balanço parcial do plano na região. A meta da Funasa é reduzir, até o final do ano, em 50% o número de casos da doença na Amazônia em relação a 99. Em julho do ano passado, quando o plano foi lançado, a tendência era de crescimento de 15% da incidência da doença.Segundo a Funasa, em 99 houve um acréscimo de 34,2% no número de casos em comparação com 1998. Naquela época as infecções por malária falciparum - a mais letal - cresceram mais de 15%, o que levou o governo a fazer um plano de combate à doença na Amazônia. Dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal, o Pará é o campeão, com mais de 45% do total de notificações. Em seguida, vêm o Amapá e o Maranhão. No Amapá, a projeção para 2000 era de um aumento de 100% nos casos de malária em comparação com o ano anterior, quando foram contabilizadas 28.646 ocorrências.

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