Programa do PT para área de segurança é aplaudido por tucanos

O pré-candidato do PT à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva, transformou a cerimônia de lançamento do programa de governo para a área da segurança pública num ato suprapartidário e conquistou o apoio do ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, e do presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB), para as propostas petistas.?Esse documento apresentado pelo Instituto Cidadania é o mais completo e importante documento elaborado na área da segurança pública?, disse Aécio Neves, que, apesar de apoiar a candidatura presidencial do senador José Serra (PSDB-SP), participou da solenidade na Câmara organizada nesta quarta-feira pelo Instituto Cidadania, entidade ligada ao PT.Aécio comprometeu-se a discutir os pontos do projeto na Comissão de Segurança Pública da Câmara. O ministro da Justiça explicou que decidiu prestigiar o encontro para demonstrar que, na área da segurança pública, há mais afinidades do que diferenças entre o PT e o governo. ?Me despi das minhas preocupações partidárias e me uni ao mutirão contra a criminalidade?, justificou Aloysio Nunes em discurso durante a cerimônia.Ele listou pontos do programa de segurança do Instituto Cidadania que fazem parte dos planos do Ministério para a área da segurança pública: valorizar os serviços de inteligência dos órgãos policiais, planejar as ações da Polícia Militar, combater a corrupção, pagar melhor os policiais, reestruturando as carreiras, e criar polícias comunitárias.?Lula, vou levar o projeto ao presidente Fernando Henrique para ver o que podemos implementar ainda neste governo?, concluiu o ministro da Justiça, sendo aplaudido por militantes e políticos petistas.Ao tomar a palavra, Lula afirmou que não vai disputar a ?paternidade? das propostas incluídas no projeto, cujos pontos servirão de base para o programa de governo do PT. ?Ao lançar o programa, o nosso objetivo é evitar que amanhã vocês sejam a próxima vítima?, disse Lula dirigindo-se à platéia.Tendo como eixo central a reforma geral e unificação das polícias, o programa sugere a criação da Secretaria Nacional de Segurança Pública, pasta especial que será subordinada ao gabinete da Presidência da República. Desde a eleição de 1989, é a primeira vez que o PT aborda a segurança pública como prioridade durante a campanha.Participaram da cerimônia o presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), prefeitos e governadores petistas, além de parlamentares de PMDB, PDT, PL e PFL.

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