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Programa do PSB usa manifestações e acusa Dilma de mentir na campanha

Material que vai ao ar na próxima quinta-feira, 2, faz várias críticas à presidente e traz também a imagem do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu em um acidente aéreo no ano passado

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2015 | 17h19

Brasília - Com imagens das manifestações do dia 15, o PSB levará ao ar nesta quinta-feira, 2, o programa partidário do semestre. Em dez minutos de propaganda, a sigla acusa a presidente Dilma Rousseff de ter "enganado" o eleitorado na disputa de 2014. "Nós não enganamos você. Porque mentira não é a cara do novo Brasil", afirma o vice-presidente nacional do partido, Beto Albuquerque (RS), que foi candidato a vice-presidente da República na chapa da ex-senadora Marina Silva (PSB-AC), em 2014.

O programa explora a imagem do ex-presidenciável e ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu num acidente aéreo em agosto, em Santos, no litoral de São Paulo, e frases usadas por ele durante a campanha eleitoral. "Governante que não ouve dá as costas para o povo" é a primeira frase exibida pelo partido com a figura de Campos sorrindo ao fundo.

A família do ex-governador de Pernambuco só aparece no final do programa. A viúva Renata Campos agradece a solidariedade da população e diz que seu marido lutava por um novo País. "Ele era a grande esperança de todos nós", afirma. 

Independência. Ao longo do programa, o PSB mostra críticas de eleitores ao "País onde se paga mais impostos", à carestia e à corrupção. "Tem que mudar essa pouca vergonha", defende um eleitor. O antigo aliado do PT reforça seu discurso de "independência" em relação ao governo, diz que Dilma promove hoje as mudanças que dizia que seus adversários fariam e a acusa de "vacilar" em tomar medidas contra a corrupção na Petrobrás. 

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirma que a posição de independência visa dar ao partido a possibilidade de "exercer sua visão crítica" ao governo. Ele ressalta que o partido não apoiará o ajuste fiscal se isso significar corte de gastos com educação e recessão. Para apoiar o pacote do governo, Siqueira impõe como condição a negociação sobre o fim do fator previdenciário e o compromisso de que não haverá aumento de impostos.

Estrelas. Além de Siqueira, Albuquerque e Renata Campos, aparecem no programa os três governadores da sigla - Rodrigo Rollemberg (DF), Paulo Câmara (PE) e Ricardo Coutinho (PB) - e o vice-governador de São Paulo, Márcio França. Entre os representantes estaduais, coube a França - aliado de longa data do tucano Geraldo Alckmin - atacar com veemência a política econômica do governo e dizer que a população não pode pagar pelos erros cometidos pelo Palácio do Planalto. 

A próxima propaganda partidária do PSB vai ao ar em outubro e já deve trazer a senadora Marta Suplicy (SP) - em vias de sair do PT - como uma das estrelas da sigla. Até lá, o partido negocia a filiação da senadora Lúcia Vânia (GO) - de saída do PSDB - e estuda uma aproximação com o senador petista Paulo Paim (RS). Outro que pode integrar a legenda nos próximos meses é o governador do Mato Grosso Pedro Taques, insatisfeito com o PDT.

O programa que vai ao ar nesta quinta-feira foi produzido pelo marqueteiro Marcos Martinelli, da Aldeia Filmes. Martinelli fez a campanha do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, e do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati. Produzindo pela primeira vez para o PSB, Martinelli substitui Edson Barbosa, da Link Propaganda. 

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