Wilson Pedrosa/AE
Wilson Pedrosa/AE

Programa do PMDB privilegia candidatos a prefeito e exclui ministros

Peemedebistas queriam Dilma no programa, mas filiação da presidente ao PT impede

Andrea Jubé Vianna, de O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2011 | 19h51

O novo programa do PMDB que vai ao ar em cadeia nacional de rádio e televisão na próxima quinta-feira, 24, privilegia os pré-candidatos a prefeito e as mulheres do partido. O deputado Gabriel Chalita, pré-candidato a prefeito de São Paulo, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, pré-candidato à reeleição, dividem a cena no programa com a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e a vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (ES). Por falta de espaço, os cinco ministros da legenda ficaram de fora do programa, o que levou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a telefonar para o presidente da sigla, senador Valdir Raupp (RO), reclamando da exclusão.

Caberá ao ator Milton Gonçalves, filiado ao partido, gravar uma homenagem especial ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desejando-lhe plena recuperação do câncer na laringe. O projeto inicial do PMDB era contar com a participação da presidente Dilma Rousseff, exaltando a aliança nacional entre as duas legendas. Mas depois de uma consulta ao departamento jurídico, o partido desistiu da convidada especial: por ser filiada ao PT, Dilma não pode aparecer na propaganda do PMDB, sob pena de o aliado sofrer sanção da Justiça Eleitoral, perdendo o direito a um dos programas em 2012, em pleno ano de eleições municipais.

Relator do novo Código Florestal, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) ganhou uma participação no programa, arrebatando do companheiro de bancada e ex-governador do Amazonas Eduardo Braga o espaço da "fala ambiental". A família Sarney foi contemplada em dose dupla no filme: Roseana representa as mulheres e os governadores da sigla, enquanto o senador José Sarney (AP) desponta como presidente do Senado. Os principais caciques não ficaram de fora: o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, deputado Eliseu Padilha (RS), o presidente da CCJ, Eunício Oliveira (CE), e os líderes do partido na Câmara, Henrique Alves (RN), no Senado, Renan Calheiros (AL), e o presidente da sigla, Valdir Raupp. 

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