Programa de Serra explora violação de sigilo de filha

O programa do horário eleitoral gratuito do presidenciável José Serra (PSDB) explorou, na tarde de hoje, o episódio da violação do sigilo fiscal de sua filha Verônica. "Mais uma vez adversários de José Serra tentam fazer uma armação para prejudicá-lo. Primeiro, violaram o Imposto de Renda de pessoas ligadas ao Serra. Agora, violaram o IR até da filha dele. É como se alguém usasse a sua senha de banco, vasculhasse a sua conta, invadisse a sua casa, revirasse as suas gavetas, só para te prejudicar", acusou o locutor da propaganda.

ELIZABETH LOPES, Agência Estado

02 de setembro de 2010 | 15h05

Na apresentação do episódio de violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, foi exibida a manchete do jornal O Estado de S. Paulo desta quinta-feira: "Receita tentou abafar violação do sigilo fiscal da filha de Serra" e o seguinte trecho da coluna de Dora Kramer: "A história está ficando parecida com a quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa, quando para encobrir um malfeito se cometeu outro e depois se tentou incriminar a vítima mediante uma urdidura logo desmascarada". No final do programa, dois populares falaram que é um absurdo isso acontecer num país que se diz democrático.

O programa da petista Dilma Rousseff teve como foco a mulher e a geração de emprego, com música ao fundo que pregava "queremos mulher". Foram exibidas imagens da candidata ao lado de seu padrinho neste pleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva."O Brasil avançou porque soube derrubar velhos tabus e construir novos caminhos, é possível crescer e distribuir renda, diminuir a desigualdade entre pessoas e regiões. É preciso avançar neste caminho para que todas brasileiras e brasileiros tenham melhores condições", disse a presidenciável.

Ainda no programa do PT, foi destacado o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), classificado de maior programa de infraestrutura do mundo, a biografia da presidenciável e o depoimento de um casal relatando que a vida deles mudou para melhor no governo Lula. No final, foi exibida a última pesquisa Ibope, com destaque para o fato de que se a eleição fosse hoje, Dilma venceria já no 1º turno.

''Cor de rosa e azul''

A propaganda de Marina Silva (PT) criticou seus dois principais adversários nesta campanha, Dilma e Serra, destacando que eles mostram em seus programas um mundo "cor de rosa e azul" que não existe na realidade. A presidenciável listou problemas reais enfrentados pela população brasileira em setores como segurança pública e saúde e disse confiar no eleitor para levá-la ao segundo turno dessa eleição. "Proponho desenvolvimento sustentável e uma política diferente", destacou Marina.

Na propaganda dos candidatos nanicos, Rui da Costa Pimenta (PCO) falou novamente do petróleo e dos trabalhadores da Petrobras que precisam de melhores condições. Zé Maria (PSTU) defendeu a retirada das tropas brasileiras no Haiti. José Maria Eymael (PSDC) citou que terá programa de metas sociais se chegar à Presidência da República.

Levy Fidelix (PRTB) criticou os adversários que lideram as pesquisas, ressaltando que eles são financiados pelos poderosos e banqueiros. Ivan Pinheiro (PCB) disse que o Brasil deveria começar uma luta para tirar as tropas norte-americanas do nosso continente. E Plínio de Arruda Sampaio (PSTU) pregou igualdade para todos os cidadãos do País.

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