Programa de Luciana Genro propõe mudança estrutural

Com frequentes críticas ao modelo econômico atual e à gestão do governo federal, o programa de governo da candidata do PSOL à Presidência, Luciana Genro, lançado nesta terça-feira, 23, em um hotel na capital paulista, faz um extenso combate ao tripé macroeconômico - metas de inflação, superávit fiscal e câmbio flutuante. O partido promete promover mudanças estruturais na economia brasileira.

STEFÂNIA AKEL, Estadão Conteúdo

23 de setembro de 2014 | 17h14

As medidas propostas vão desde um "rígido" controle de capitais até o fim do superávit primário, passando por uma auditoria da dívida pública. "Enquanto Dilma, Aécio e Marina disputam o posto de fiadores do ajuste fiscal e do cumprimento de metas do superávit primário, nosso programa parte da definição de que os recursos hoje destinados ao pagamento da dívida para as cinco mil famílias mais ricas serão destinados aos investimentos públicos, à saúde, educação, transporte e demais gastos sociais", diz o texto.

O PSOL promete acabar com a abertura financeira "irresponsável" e diz que não concederá autonomia ao Banco Central. O programa propõe ainda "inverter a lógica do atual sistema tributário", aumentando a tributação sobre a riqueza e a propriedade com o Imposto sobre as Grandes Fortunas.

Outro ponto de destaque no programa diz respeito ao combate da inflação por meio da redução da taxa de juros. "A redução das taxas propicia o aumento do investimento, o que aumenta a oferta futura de produtos e serviços, reduzindo-se assim a inflação", diz o texto.

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