Programa Crescer já emprestou quase R$ 9 bi, diz Dilma

O Programa Crescer, que oferece microcrédito produtivo orientado para pequenas e microempresas, completou dois anos e já beneficiou 3,5 milhões de pessoas. Desse público, parcela de 1,2 milhão recebe o Bolsa Família. "O Crescer já emprestou quase R$ 9 bilhões para as pessoas no Brasil inteiro", destacou nesta segunda-feira, 14, Dilma Rousseff no programa semanal de rádio "Café com a Presidenta".

AYR ALISKI, Agência Estado

14 de outubro de 2013 | 11h48

O programa oferece crédito de R$ 300 a R$ 15 mil com juro de 5% ao ano. "Isso quer dizer que são juros de apenas 0,4% ao mês", destacou Dilma. Ela justificou que os juros do crédito oferecido são baixos porque o governo federal subsidia a linha, ou seja, paga a diferença entre os juros cobrados no Programa Crescer e as taxas de mercado. "Se os juros fossem altos, quem tem seu pequeno negócio teria mais dificuldade para tomar o empréstimo e pagar as prestações", argumentou, embora destacando que 95% das pessoas que tomam empréstimo no Crescer estão adimplentes.

A presidente explicou que os financiamentos do Programa Crescer atendem pessoas que desejam montar o próprio negócio ou aqueles que já têm o seu empreendimento e faturam até R$ 120 mil por ano, ou seja, R$ 10 mil por mês. Dilma argumentou que, dessa forma, são beneficiados vários ramos de atividade. Citou "vendedores de roupa, de lanches, as pessoas que vendem bijuterias, as que vendem artesanato ou quem tem um mercadinho, um armarinho, quem é costureira, quem é cabeleireira, quem tem uma pequena mercearia, quem tem um carrinho que vende picolé e pipoca".

Para capital de giro, o prazo para pagar é de até 12 meses. Para investimento, como reforma, ampliação ou compra de máquinas e equipamentos, o prazo sobe para até três anos. Essa linha de crédito pode ser acessada no Banco do Nordeste, na Caixa Econômica Federal, no Banco do Brasil, no Banco da Amazônia, no Banrisul, no Banestes e na Agência de Fomento do Paraná. A presidente disse que 76% dos empréstimos do Crescer foram para a região Nordeste.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.