Professores rejeitam proposta e continuam em greve em AL

Os trabalhadores da rede de ensino público estadual de Alagoas rejeitaram mais uma proposta salarial do governo do Estado e decidiram continuar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada nesta terça-feira em assembléia geral da categoria. Os servidores rejeitaram a proposta feita na segunda, 12, pelo governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), de pagar na folha de fevereiro 60% da isonomia salarial dos professores e negociar o pagamento dos 40% restantes em setembro. "Os professores lutaram muito para conseguir a aprovação da isonomia salarial com outras categorias profissionais, em abril de 2006. Por isso, não podemos abrir mão dessa conquista, principalmente porque sabemos que o governo tem como nos pagar", afirmou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal), Girlene Lázaro. Segundo ela, a greve - iniciada no último dia 16 de janeiro - só acaba quando o governo pagar os 80% restantes da isonomia. O governador fez um apelo para os servidores da educação voltarem ao trabalho, mas a categoria continua irredutível. A paralisação está prejudicando a conclusão do ano letivo de 2006 e o início das matrículas de 2007. Muitos alunos que concluíram o ensino médio e passaram no vestibular estão sem ter como fazer matrícula na faculdade porque não receberam o certificado de conclusão do curso. Algumas instituições dilataram o prazo para a entrega da documentação. O governador Teotônio Vilela disse que com a liberação dos 40% pagos de uma só vez, já neste mês de fevereiro, a folha salarial dos professores terá um acréscimo de R$ 5,6 milhões, subindo de R$ 20,7 milhões para R$ 26,3 milhões. "Chegamos ao limite de nossas possibilidades financeiras e da nossa responsabilidade", disse o governador, lamentando a posição dos trabalhadores da educação, mas garantindo que o diálogo continua com a categoria até terminar esse impasse.

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