Joka Madruga/Futura Press
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Professores mantêm por tempo indeterminado greve no Paraná

Governo Beto Richa (PSDB) informou que entrará novamente com um pedido de ilegalidade e abusividade da greve, o que já foi negado pela Justiça

Julio Cesar Lima, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

04 de março de 2015 | 13h16

Curitiba  - Uma  assembleia com cerca de 20 mil professores reunidos no estádio da Vila Capanema, em Curitiba (PR), decidiu manter por tempo indeterminado a greve que já dura 24 dias e é a mais longa da categoria no Paraná. Logo em seguida, os professores iniciaram uma caminhada em direção ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, a quatro quilômetros do estádio. 


O governo do Estado, por meio de nota, lamentou a continuidade do movimento e disse que entrará novamente com um pedido de ilegalidade e abusividade da greve, o que já foi tentado anteriormente, mas negado pela Justiça.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato), Hermes Leão, existe a possibilidade de uma nova reunião com o governo. "Queremos uma mesa de conciliação para avançarmos e, em uma próxima assembleia, decidirmos pelo movimento", comentou.

O governo alegou que já cumpriu alguns itens da pauta, como o pagamento de hora-atividades, melhorias do transporte  e na merenda, além de reajuste salarial.

Já os educadores alegam que os pontos divergentes não foram resolvidos, como o pagamento de 1/3 de férias. O governo diz ter programado o pagamento até dia 31 deste mês, mas o sindicato exige pagamento imediato. Há ainda a exigência, por parte dos grevistas, da nomeação imediata de 1.460 profissionais da educação, enquanto o governo propõe que a contratação ocorra entre maio e junho.

A mobilização reúne 100 mil profissionais e atinge 950 mil alunos da rede estadual.

 

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