Professores discutem rompimento das negociações

O Sindicato dos Docentes (Andes) está reunido neste momento para decidir se rompe ou não as negociações com o governo federal. A avaliação está sendo feita com base na votação das 56 assembléias estaduais. De acordo com o presidente do sindicato, Roberto Leher, como cerca de 10 assembléias ainda não mandaram seus resultados, a resposta deverá sair apenas na segunda-feira. Além disso a maioria dos professores rejeitou a proposta do Ministério da Educação de reajuste médio de 12%. Para Leher, a paralisação dos professores "seguirá forte", independente de o governo já ter chegado a um acordo com os servidores técnico-administrativos das universidades federais. "A vitória dos servidores abriu caminho para a nossa vitória", disse o presidente do Andes. Para o Ministério da Educação, a volta dos funcionários ao trabalho e a retenção dos salários dos professores enfraquecerá a paralisação, que se arrasta desde o dia 22 de agosto. Segundo a secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, só com o indicativo de retorno às salas de aula os professores receberão os salários de setembro. A categoria reivindica a incorporação da Gratificação por Atividade Executiva (GAE) e da Gratificação de Estímulo à Docência (GED) aos salários, o que custaria R$ 470 milhões, segundo o presidente Leher. No entanto, o governo só dispõe de R$ 250 milhões para a negociação com os professores, conforme acordo com líderes do Congresso para o Orçamento de 2002.

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