Professores da UFRJ preparam fim da greve

Professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovaram, por uma diferença de apenas quatro votos (245 a 241), um indicativo de saída da greve, que já dura mais de três meses. A assembléia, realizada no câmpus da Ilha do Fundão, foi tumultuada. Ainda não há, porém, uma garantia de quando as aulas vão recomeçar na universidade, a maior instituição federal de ensino superior do País, com cerca de 4 mil professores. Até as 19 horas, o indicativo de volta às aulas não havia sido votado pelos professores."Nós perdemos. Houve uma manobra de pessoas ligadas à Reitoria, que vieram em peso à assembléia e votaram contra a continuidade da greve", afirmou a professora Cleuza Santos, vice-diretora da Associação de Docentes da UFRJ. Setores das unidades de Economia e Administração teriam voltado às aulas hoje mesmo.A entidade faz oposição política ao reitor José Henrique Vilhena desde a sua posse, em 1998. Apesar de ter sido o menos votado na lista tríplice encaminhada pela comunidade acadêmica ao Ministério da Educação, Vilhena foi escolhido pelo ministro Paulo Renato Souza para o cargo. Na ocasião, em protesto contra a decisão, professores, alunos e funcionário da UFRJ chegaram a ocupar a Reitoria. Vilhena não foi localizado pelo Estado para comentar a decisão dos professores e a acusação da professora Cleuza.

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