Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Professores convocam greve e põem pressão sobre Geraldo Alckmin

Paralisação é decidida na sexta-feira em assembleia da Apeoesp no vão-livre do Masp; em nota, governador critica a falta de ‘diálogo’

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2015 | 22h34

SÃO PAULO - Em uma assembleia com cerca de 4 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) decidiu entrar em greve por tempo indeterminado, a partir desta sexta-feira, 13. As escolas estaduais devem começar a sentir o impacto da paralisação na segunda-feira.

A greve foi um dos poucos consensos da assembleia, que ocorreu no vão-livre do Masp, na Avenida Paulista, antes da passeata dos movimentos sindicais. Do carro de som, dirigentes sindicais trocaram acusações sobre o uso do sindicato para apoiar o governo Dilma Rousseff, em detrimento da defesa dos interesses dos professores. Outros criticaram o fato de o sindicato apoiar grupos “da direita” que “ameaçam a democracia”. A presidente da Apeoesp, Maria Isabel Azevedo Noronha, defendeu o governo federal e foi vaiada duas vezes.

DIVISÃO

O racha ficou mais visível quando o ato capitaneado pela CUT, que havia se concentrado em frente ao prédio da Petrobrás, também na Paulista, se aproximou do ato da Apeoesp. Parte dos professores saiu do vão-livre antes do encontro; parte acompanhou os demais sindicatos; e um terceiro grupo continuou no Masp. “A situação do professor não tem mais como piorar, com salas lotadas e salários baixos. Os sindicalistas brigam mesmo, eles são políticos”, disse a professora Fernanda Araújo, de 36 anos. A categoria reivindica, entre outras coisas, 75,3% de aumento salarial.

O governador Geraldo Alckmin lamentou a greve. “O governo do Estado lamenta a decretação de uma greve decidida por um pequeno número de pessoas, nem todas professores, em meio a uma manifestação de cunho partidário e sem que tenha havido qualquer iniciativa de diálogo – o que caracteriza esse movimento como essencialmente político-partidário”, diz nota do Palácio dos Bandeirantes.

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