Professoras passam mal após greve de fome no Ceará

Elas querem reajuste salarial entre 16 a 23%, mas o prefeito só ofereceu 3%

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 09h32

Em greve de fome, duas professoras da rede municipal de Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza, foram parar no hospital nesta sexta-feira, 29. Elas fazem parte de um grupo de sete professores que passaram a se alimentar apenas de água-de-coco desde a última quarta-feira. Manifestantes e representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) se reuniram nesta sexta com o prefeito Roberto Pessoa para tentar chegar a um acordo.Os professores querem um reajuste salarial entre 16 a 23%, mas o prefeito só ofereceu 3%. Dos sete grevistas, dois desistiram 24 horas depois de iniciada a greve de fome. As professoras Meire Silva e Joana D´arc passaram mal de madrugada e foram levadas ao hospital da cidade. Elas tomaram soro, mas se recusaram a comer qualquer alimento sólido, insistindo em manter a greve. Horas depois, as duas foram liberadas pelos médicos e voltaram a se juntar aos outros três grevistas que estão acampados na ante-sala do secretário de Educação, Marcelo Farias.Pela manhã, houve um tumulto envolvendo um fotógrafo que estava a serviço da Prefeitura e alguns manifestantes. Dois assessores da Prefeitura foram feridos e registraram um Boletim de Ocorrência (BO). De acordo com assessoria de imprensa da Prefeitura de Maracanaú, o município está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e por isso não poderia dar aumento maior que 3% aos professores. Uma fonte que não quis se identificar informou, no entanto, que a Prefeitura teria condições de reajustar em até 17%, mas preferiu investir em melhorias na infra-estrutura das escolas. Os alunos da rede municipal estão sem aula há um mês. A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa acompanha o desfecho do caso.

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